sexta-feira, 23 de novembro de 2012

1. Kether (Coroa)


1. Kether (Coroa)
A palavra Kether significa Coroa, e esta esfera representa a realeza no seu sentido pleno de onisciência, onipresença e onipotência. É a primeira manifestação surgida do Nada, o primum mobile (primeiro movimento), e é relacionável com Deus, o Princípio. Um de seus símbolos é o ponto, o que nos faz refletir sobre sua ainda extrema abstração. É relacionada com o Sahasrara Chakra, o chakra que se localiza acima da cabeça, e talvez por isso a denominação de Coroa. A consciência plena deste chakra, que resulta da elevação da Kundalini (Energia Sexual), a Serpente, é o Samadhi dos Budistas, o Nirvana dos Hindus.
A correspondência de todas as esferas da Árvore da Vida com o corpo humano nos leva a uma conclusão ao mesmo tempo extasiante e assustadora para alguns: Deus é o Homem e o Homem é Deus. Digo assustadora porque muitas pessoas fogem desta responsabilidade imensa, que é carregar todo o Universo nas costas, apenas pelo fato de nossa consciência mundana não estar aperfeiçoada o suficiente (e é aí que entra a Magia e a Meditação) para tal.
Este princípio inicial e final da existência, que também tem a suástica como representação, juntamente com a próxima esfera, que é Chokmah, forma o mundo de Atziluth da Qabalah, o mundo do Fogo do Puro Espírito, representado pelo naipe de paus do Tarô. É aqui que se encontram os Arquétipos.
Crowley chamava este mundo de Cidade das Pirâmides, e relacionou à esfera a "deidade" Ra-Hoor-Khuit, uma referência à mudança de eras e ao assumir do Trono de Ra do deus-falcão solar egípcio que traria seu gêmeo Hoor-par-kraat (Harpócrates) como a existência oculta dos dois universos (positivo e negativo). Como aqui ainda reinam as abstrações, mais elucubrações seriam inúteis.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

não ouvi...