Wicca
Há ao menos cinco elementos principais que distinguem a Wicca de outras religiões, que são:
Culto à Deusa e ao Deus;
Reverência à Terra;
Aceitação da Magia;
Aceitação da Reencarnação;
Ausência de Proselitismo;
Os Wiccanos cultuam a Deusa e o Deus. A religião ocidental atual, segundo os Wiccanos, está desequilibrada. Costuma-se chamar a Deidade de Deus (ao invés de Deusa). Deus-Pai é um termo comum. O conceito de "salvadores" masculinos, descendentes diretos das Deidades masculinas, é amplamente encontrado, até mesmo fora do cristianismo. Os representantes dessas organizações - oficiais, sacerdotes e ministros - são geralmente do sexo masculino, apesar de este quadro estar mudando lentamente. Concluindo, a religião ocidental contemporânea dá muito mais ênfase à masculinidade. Os Wiccanos são diferentes. Eles encaram a natureza como uma manifestação do divino. Devido a isso, eles argumentam que o culto a uma divindade masculina sem seu contraponto feminino é, na melhor das hipóteses, apenas meio eficaz. Ambos os sexos estão presentes na natureza. Se a natureza é uma manifestação do divino, então o divino também se manifesta nas formas masculina e feminina.
Reverência à Terra;
Aceitação da Magia;
Aceitação da Reencarnação;
Ausência de Proselitismo;
Os Wiccanos cultuam a Deusa e o Deus. A religião ocidental atual, segundo os Wiccanos, está desequilibrada. Costuma-se chamar a Deidade de Deus (ao invés de Deusa). Deus-Pai é um termo comum. O conceito de "salvadores" masculinos, descendentes diretos das Deidades masculinas, é amplamente encontrado, até mesmo fora do cristianismo. Os representantes dessas organizações - oficiais, sacerdotes e ministros - são geralmente do sexo masculino, apesar de este quadro estar mudando lentamente. Concluindo, a religião ocidental contemporânea dá muito mais ênfase à masculinidade. Os Wiccanos são diferentes. Eles encaram a natureza como uma manifestação do divino. Devido a isso, eles argumentam que o culto a uma divindade masculina sem seu contraponto feminino é, na melhor das hipóteses, apenas meio eficaz. Ambos os sexos estão presentes na natureza. Se a natureza é uma manifestação do divino, então o divino também se manifesta nas formas masculina e feminina.
Daí que a Wicca moderna é geralmente (mas não sempre) centrada em torno da reverência à Deusa e ao Deus. Ambos - e não um ou outro. Tal conceito, apesar de poder soar surpreendente ao mundo atual, certamente não constitui novidade. As religiões antigas estão repletas de divindades de ambos os sexos. Crenças em muitas partes do mundo atual também se alinham a esse conceito. Nos locais onde as religiões antigas permanecem intocadas por missionários bem intencionados (porém destruidores de cultura), as deusas e os deus ainda são cultuados como o vêm sendo há milênios.
Desse modo, a Wicca é uma religião embasada no culto a essas duas Deidades, a Deusa e o Deus. Eles são constantemente definidos como energias gêmeas ou manifestações não-físicas do poder. À medida que os povos primitivos passaram a praticar magia, alguns começaram a sentir a presença ou a personalidade existente nas forças da natureza. Essa foi a gênese de todas as religiões. A Wicca se harmoniza com as antigas práticas e princípios religiosos. Não é um retrocesso, pois foi estruturada para falar a estes tempos. Tampouco é um tapa na cara do Cristianismo ou de qualquer outra religião masculina contemporânea. A Wicca é, sim, uma religião alternativa, capaz de satisfazer seus seguidores. A Terra é cultuada pelos Wiccanos como uma manifestação da Deusa e do Deus, e a natureza é o conjunto de processos e maravilhas da Terra sobre os quais o homem não exerce controle. Uma vez que a natureza e o nosso planeta são relacionados à Deusa e ao Deus, ambos são sagrados.
A Terra é um organismo vivo, um presente direto das Deidades. Outras religiões pregam que a Terra é um mundo de ilusão; uma arena sobre a qual acumulamos créditos a serem comutados no pós-morte, ou simplesmente um instrumento que o homem pode, e deve, "dominar e subjugar". Os Wiccanos, ao contrário, respeitam a Terra. A Magia exerce algum papel em quase todas as religiões. Na Wicca, ela tem papel mais proeminente. A Wicca não é uma magia religiosa, apesar de seus seguidores certamente a praticarem. Tampouco é uma religião mágica. Trata-se de uma religião que engloba a magia, recebendo-a como uma oportunidade para sintonizar-se com as energias divina, da Terra e humana.
Por ser a Wicca uma verdadeira religião, a magia tem um papel secundário em seus rituais. Mesmo num rito praticado com vistas a um fim mágico específico, a Deusa e o Deus são sempre invocados antes do envio da energia. Os aspectos mágicos da Wicca confundem os leigos, talvez porque, na maioria das outras religiões, creia-se que apenas os sacerdotes ou salvadores possam, em uma só palavra, canalizar a energia divina.
A Wicca não é tão exclusivista; ela encara a magia como uma parte natural da vida e da religião. A Reencarnação é um antigo ensinamento que a maioria dos Wiccanos encara como realidade. Basicamente, a reencarnação é a doutrina do renascimento - o fenômeno da repetição de encarnações na forma humana, visando à evolução da alma sem sexo ou idade. Se por um lado a reencarnação não é um conceito exclusivo da Wicca, ela é alegremente aceita pela maioria dos Wiccanos por fornecer respostas a muitas perguntas sobre a vida cotidiana e por oferecer explicações para fenômenos mais místicos como a morte, o nascimento e o karma. Alguns podem dizer: "Reencarnação? Bah! Isso apenas é coisa do Oriente". Sem dúvida, sabe-se mais a respeito da reencarnação através dos ensinamentos oriundos da região hoje conhecida como Índia. Entretanto, a idéia em si é provavelmente tão velha quanto a própria humanidade. A quinta maior diferença entre a Wicca e a maioria das outras religiões é a ausência de proselitismo. Ninguém foi, é ou será pressionado para que se torne um Wiccano. Não existem ameaças de fogo eterno e danação, ou punição por não praticar a Wicca.
A Deusa e o Deus não são Deidades ciumentas e os Wiccanos não os temem ou são por eles subjugados. Os candidatos à iniciação não condenam suas antigas fés. A Wicca não é um culto de lavagem cerebral e de controle dos humanos disfarçado de religião. Os Wiccanos não recrutam novos adeptos, enquanto estalam os lábios e esfregam as mãos à medida que mais pessoas ingressam em sua religião. Não existem missionários da Wicca, ou "testemunhas", ou grupos de pressão. Poder ser surpreendente àqueles educados de acordo com a mentalidade das religiões ortodoxas, mas a Wicca baseia-se num conceito seguro e sólido que é a antítese dos ensinamentos da maioria das outras religiões: nenhuma religião é perfeita para todos.
Talvez não seja exagero dizer que a maior forma de vaidade humana é presumir que sua religião seja o único caminho para a Deidade, e que todos a julgarão tão recompensadora quanto você, e aqueles com crenças diferentes estão enganados, iludidos ou são ignorantes. É compreensível que muitas religiões e seus seguidores pensem dessa forma e que tomem parte na conversão das massas. Observar a conversão de outros à sua fé restabelece a genuinidade desta na mente do conversos.
Alguns membros de religiões ortodoxas estão realmente preocupados com as almas dos incrédulos, mas isso baseia-se nos ensinamentos obtusos de suas religiões. Outro aspecto do proselitismo envolve a política. Se a Religião A converte o País B, ela aumenta seu poder político e financeiro naquele país. O mesmo ocorre com pessoas importantes. As religiões ortodoxas possuem influência ilimitada no âmbito governamental e financeiro. Candidatos políticos patrocinados pelas religiões principais são constantemente eleitos para então propor ou apoiar legislação que amplie os interesses daquela religião. Isso tudo pode ocorrer à socapa (os eleitores podem ignorar a real natureza ou extensão das ligações do candidato com a religião organizada), mas os efeitos são os mesmos. O dinheiro é também um incentivo poderoso para que a palavra seja propagada. Hoje, as religiões estabelecidas nos Estados Unidos lucram mensalmente bilhões de dólares livres de impostos. Certo, uma parcela desse dinheiro tem fins de caridade, mas o grosso dele vai para a burocracia dessa religião, engordando as contas bancárias dos indivíduos que a controlam. Assim, quanto mais seguidores, mais dinheiro. A Wicca simplesmente não é assim. Não é organizada a esse ponto. Existem grupos nacionais, mas em sua maior parte por razões sociais e, por vezes, legais. Encontros regionais de Wiccanos podem atrair centenas de pessoas, mas os covens locais geralmente possuem menos de dez membros, e muitos Wiccanos praticam sua religião sozinhos, sem filiação a algum grupo.
A Wicca não é uma instituição financeira e não luta para se tornar uma. Os estudantes não pagam para ser iniciados. Pequenas taxas, quando existentes, assemelham-se às cobradas por vários grupos para custear gastos com mantimentos, bebidas e assim por diante. Portanto, as estórias de Wiccanos (leia-se, bruxos) pertencentes a uma organização mundial que deseja controlar o mundo são inverídicas. Assim como o são as mentiras sobre Wiccanos que tentam coagir outros a aderirem à sua religião. Eles simplesmente não são tão inseguros.
Não se preocupe, os Wiccanos não estão vagando pelas ruas, tentando forçar o jovem Jimmy a ingressar num coven ou convencer a Tia Sara a ceder suas economias. Eles estão satisfeitos com a prática de sua religião a seu próprio modo - seja sozinhos ou com os outros. Eles estão cientes das diferenças entre a Wicca e as outras religiões, bem como do objetivo máximo de todos: a união com o Divino.
(Scott Cunningham - A Verdade Sobre a Bruxaria Moderna)
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