10. Malkuth (o Reino)
É o mundo físico perceptível pelos cinco sentidos. O último He de YHVH. É a esfera final, que absorve todas as outras e dá forma física às forças menos materiais. É Deus, o Fim. É o mundo de Assiah da Qabalah, o mundo da Terra, representado pelo naipe de ouros do Tarô. É também a base da Magia Ritual, devido ao simbolismo físico associado às forças mentais e emocionais de Hod, Yesod e Netzach, que procurará elevar o Mago cada vez mais alto em direção ao topo da Árvore. É ao mesmo tempo o portal da Morte, que levará o Mago ao adentrar dos Túneis de Set, a Serpente, que são os reinos inferiores relativos ao Abismo Infernal de Daath, onde o Mago estabelecerá suas raízes para que possa crescer até a copa da Árvore da Vida. Como diz Crowley em Liber Tzaddi: "Que meus discípulos mantenham suas cabeças acima dos Céus, e seus pés abaixo dos Infernos".
É relativo a Kether no sentido de que um influencia o outro mutuamente através da comunicação e passagem das energias por todas as esferas de cima a baixo e de baixo para cima. Um não existe sem o outro e a alteração em um deles causa a alteração nos demais; todo Reino precisa de um Rei, e todo Rei precisa de um Reino. Inclusive, numerologicamente, o número 10 que é referente a Malkuth é o mesmo que o número 1 referente a Kether, pois o 0 é desconsiderado.
A Grande Deusa da bruxaria celta é também relacionável a Malkuth, assim como Obaluaiê ou Omulu no Candomblé. Aqui é onde estamos para que possamos tomar a consciência do Divino e nos tornarmos o próprio Criador, através da evolução de nossa consciência, poder e clareza de visão. Só assim conseguiremos deixar de ser meros escravos da realidade e do tempo e espaço, nos tornando os verdadeiros artesãos de nossos destinos e conseqüentemente de toda a realidade.
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