Lúcifer
Lúcifer é uma força para o bem (onde se defina "bem" simplesmente como aquilo que se estima, não querendo implicar algum valor universal ou necessidade para orientação) que quer dizer "o que traz a luz" e isto deve nos dar a pista para sua importância.
A igreja nos conta que Deus mandou Lúcifer para fora do Céu porque ele começou a questionar Deus e estava esparramando dissensão entre os anjos. Mas nós temos que nos lembrar que esta história é contada do ponto de vista dos religiosos cristãos e não de um ponto de vista imparcial. Na verdade o que se pode dizer é que Lúcifer se resignou do céu.
Deus, segundo escritos religiosos, sendo o sádico bem-documentado que Ele é, quis manter Lúcifer ao seu redor, de modo que Ele pudesse castigá-lo e pudesse mantê-lo sob seu poder (o poder de Deus). Provavelmente o que realmente aconteceu foi que Lúcifer veio a negar o reino de Deus, seu sadismo, sua demanda para conformidade servil e obediência, sua ira psicopata em qualquer exibição de pensamento e comportamento independente.
Lúcifer percebeu que ele nunca poderia pensar por si mesmo e não poderia agir de forma independente se ele estivesse sob o controle de Deus. Então ele deixou o Céu, aquele estado-espiritual terrível governado pelo sádico cósmico Jehovah, e foi acompanhado por alguns dos anjos que tiveram coragem o bastante para questionar a autoridade de Deus e seu valor-perspectiva.
Lúcifer é então a incorporação da razão, da inteligência, do pensamento crítico. Ele está contra o dogma de Deus que nos é incutido através das religiões, religiosos e seguidores. Ele se levanta para a exploração de idéias novas e de novas perspectivas na perseguição da verdade.
As religiões exigem que nós acreditemos em tudo que elas nos falam e que nós façamos tudo o que elas dizem, sem questionar. Mas existe algo muito contraditório em tudo isso. Considerando que os escritos religiosos sobre Deus foram feitos por homens, podemos analisar as passagens abaixo:
" Tudo quanto na cidade havia sido destruído totalmente a fio de espada, tanto homens como mulheres, tanto meninos como velhos, também bois, ovelhas e jumentos. " (Josué 6.21)
" Tendo os israelitas acabado de matar todos os moradores de Ai no campo e no deserto onde os tinham perseguido, e havendo todos caído a fio de espada, e sendo já todos consumidos, todo o Israel voltou para Ai, e a passaram a fio de espada " (Josué 8.24)
"Os que caíram aquele dia, tanto homens como mulheres, foram doze mil, todos os moradores de Ai " (Josué 8.25)
Isto não parece muito justo para um Deus misericordioso.
_ Silêncio, tolo. Como ousas me questionar? Eu sou Deus e você tem que me obedecer sem questionar. Aceite o que eu digo em fé. Queime esses que ousam questionar minha palavra. Destrua os seus livros e feche suas escolas. Lhes conte que por meios da desobediência, eles sempre queimarão em agonia inimaginável para toda a eternidade, e se lembre que você sofrerá o mesmo a menos que você saia e lhes conte isto.
_ Sim Senhor, Deus Senhor, farei tudo o que disser.
_ Ajude-me Senhor! Eu tive um pensamento impróprio! Me ajude encobrir minha mente Deus, e me ajude a não ver isso que minha razão me fala. Me deixe reprimir pensamentos de desejos sexuais, dúvidas sobre Você e suas ordens, e sentimentos de tolerância.
Eles chamam Lúcifer o Príncipe de Mentiras.
Uma mentira é definida pelas religiões como qualquer coisa que contradiz a Palavra de Deus - como Ele nos contou pela Bíblia e pelos representantes de Deus na Terra. As "mentiras" de Lúcifer são ataques a convicções irracionais, convicções baseadas em medo e conformidade para com as autoridades e dogmas religiosos. Claro que nós não devemos "chamar" por estas mentiras. Elas são tentações para nos fazer pensar por nós mesmos, uma chamada para o pensamento independente e um argumento para levar responsabilidade para nosso próprio pensamento e para nossas próprias vidas.
Deus tinha razão em nos dizer para nós não adorarmos falsos ídolos, mas ele se conteve de nos falar que todos os ídolos são falsos, e por isso toda a adoração é perigosa. Até mesmo nosso elogio a Lúcifer não deve ser considerado como adoração a um ídolo, mas uma expressão de nosso acordo com sua valor-orientação e sua perspectiva.
As religiões, religiosos e seus seguidores odeiam a chamada de Lúcifer para racionalidade. Pensamentos críticos destroem as raízes de suas convicções e o poder deles em cima de nossas mentes. Pensadores independentes não são bons escravos.
Lúcifer é o " Príncipe das Mentiras" porque ele é um perito a nos ajudar a sermos racionais. Ele nos mostra como usarmos nossa inteligência e como levar responsabilidade para nós mesmos.
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