sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Alquimia


Alquimia
A palavra Alquimia vem do árabe, Al-Khemy, que quer dizer "a química". Sua origem perde-se no tempo, apenas sabemos que existiram alquimistas na China milenar, bem como na Índia. Mas para nós ocidentais, o berço da alquimia é o Egito. No começo da era Cristã, na cidade de Alexandria, foi que a alquimia tomou as feições que até hoje conserva. Denominada entre os adeptos como arte sagrada, ela resiste até nossos dias com pouca ou nenhuma modificação.
A tão falada Pedra Filosofal, capaz de transformas chumbo em ouro, é apenas uma das respostas, e incompleta. Na verdade, a principal matéria a se transmutar é o próprio alquimista. À medida que se sucedem as etapas que conduzirão o adepto à Pedra Filosofal, o próprio é transformado em sua essência, atingindo um nível de consciência diferente dos demais humanos. Essa auto-transformação é que seria o verdadeiro "elixir da vida eterna", pois ao atingir tal estágio o adepto se liberta das exigências da carne.
 
No último milênio da história humana, os alquimistas tem gozado de uma consideração toda especial por parte dos estudiosos do oculto. Nomes muito célebres tem sido citados como adeptos ou simpatizantes das teorias alquímicas. Parece ser da própria tradição da arte alquímica ocultarem-se os segredos através de artifícios de linguagem. Isso teve início na famosa Tábua de Esmeralda, de Hermes Trimegisto, considerado o primeiro alquímico da história.
Para atingir seus objetivos, os alquimistas teriam à sua disposição dois caminhos: a Via Seca e a Via Úmida. Como o próprio nome indica, a Via Seca é um processo através do qual o alquimista realiza seu trabalho em pouco tempo, porém de modo arriscadíssimo. É importante deixar claro que esses métodos, sejam quais forem, são conhecidos apenas pelos adeptos da alquimia. Embora o processo da Via Úmida seja tão desconhecido quanto o outro, sabe-se que envolve menos riscos, ocorrendo no máximo uma explosão em caso de fervura da Matéria Prima. Mas e essa Matéria Prima? O que é? O nome sugere que ela seja a base a partir da qual a Pedra Filosofal é obtida. Mas, por ser um segredo, sua natureza jamais é revelada. Alguns defendem que ela seja o "cinabre", um curioso mineral que combina enxofre e mercúrio (os dois princípios opostos do hermetismo); para outros seria a "galena", o mineral magnético usado nos rádios antigos; para outros ainda a matéria prima seria o raro metal "stibina". Entretanto, a tradição alquímica alquímica diz que a matéria prima seria algo tão comum que "as crianças brincam com ela".
Por trás de todos esses mistérios está a idéia fundamental da alquimia: a da transmutação do próprio alquimista. Ao passar por todos os processos que conduzem à Pedra Filosofal, o alquimista transmuta-se igualmente. É como se o processo de transmutação alcançasse e agisse sobre o próprio adepto. É voz corrente entre os alquimistas que é necessário ao sucesso do adepto um conjunto de qualidades morais, sem as quais, seria inútil tentar. Nunca é demais lembrarmos do que disse Eugene Canseliet, discípulo do famoso Fulcanelli, a respeito de seu mestre. Canseliet recorda que, quando conheceu Fulcanelli ele já era um homem de meia idade. Décadas depois, quando o reencontrou (numa época em que ele já deveria estar morto), Fulcanelli não aparentava mais que trinta anos. Além disso, seu aspecto era estranho, como se fundisse num único corpo atributos femininos e masculinos.
Entre tantos segredos, desvios e símbolos, pouco podemos reter de concreto - o que sem dúvida, colabora para que esses misteriosos alquimistas permaneçam sendo dos mais fascinantes ramos ocultistas que conhecemos.
Origem
Presumivelmente, a história da Alquimia remonta a tempos muito antigos. Talvez seja remanescente do maior conhecimento alcançado por alguma fantástica civilização que tenha florescido na Terra e desaparecido, há milhares de anos. A existência dessa civilização superior, pode ser pressentida na tradição de quase todos os povos, conscientes de um estágio fantástico vivido por seus longevos ancestrais. 
Determinados vestígios de uma sabedoria superior, principalmente com relação ao conhecimento da energia, servem de indício a que, tal estágio de evolução científica, realmente tenha existido no passado da humanidade, sendo impossível atribuí-lo ao homem de Neandertal. Só cérebros fantásticos poderiam ter detectado os meridianos que correm por nosso corpo, distribuindo energia; ou percebido os invisíveis chacras que funcionam como transformadores de voltagem, reduzindo e enviando aos diferentes setores de nosso organismo a energia que convém a cada órgão; ou ainda, descoberto a misteriosa força energética das pirâmides, comprovada hoje, em mil experiências de valor relativo, como: conservar afiadas as lâminas de barbear, tornar o leite em iogurte, ou apressar a germinação das sementes, guardando entretanto como inexplicável mistério o verdadeiro emprego dessa força, em sua finalidade absoluta. 
Mas, entre as facetadas reminiscências dessa Idade de Ouro que deve ter sido vivida pela humanidade alhures, uma ressalta flagrantemente aos olhos de quem se detém a pesquisar, em seu âmago, o conteúdo das tradições dos mais variados povos: a Alquimia. Embora de forma deturpada, através de suas mitologias, mitos, parábolas, fábulas e lendas, nos falam dela a Índia, o Egito, a China, a Grécia, o Oriente Médio e até a América pré-colombiana. Alguns desses registros têm mais de dez séculos, antes de nossa era. Assim vamos encontrar relatos de serpentes aladas, ovo cósmico, virgens mães, dragões, terras emersas do mar primordial, sete metais associados aos sete planetas, as trindades de Brahma, Shiva e Vishnu; Isis, Osiris e Horus; Júpiter, Latona e Apolo; Marte, Venus e Vulcano, toda uma série de associações que nos conduzem, através dos célebres Mistérios à confirmação de um conhecimento perdido, de manipulação da matéria, através do controle da energia. 
No mais antigo registro da humanidade, o Veda, dos indianos, cujos textos grafados já remontam há dezenas de séculos e são copilações dos relatos de uma tradição oral ainda muito mais antiga, a Alquimia se faz presente. Ela está impressa também no Tao, no I Ching, na Tábua de Esmeralda, na mitologia grega, na história egípcia, entre hebreus, persas, enfim, por todo canto.
Expansão
Na Europa, a Alquimia começou a chegar no século X, em textos de origem árabe, trazidos pelos cruzados, quando a teologia começava ceder lugar à filosofia. Era a época do surgimento das primeiras universidades e o material trazido passou a ser estudado com total avidez, principalmente pelos clérigos, que eram as pessoas instruídas da época.
Por essa ocasião, também, as grandes catedrais passaram a ser construídas evidenciando, em suas estruturas, toda a simbologia alquímica que estudantes da Arte queriam perpetuar. No século XIII, a propagação dessa busca já se tornara tão intensa que a Igreja achou por bem tomar suas providências coercitivas, apesar do grande número de membros de suas ordens que se envolviam nessas pesquisas.
A Alquimia entrou para a clandestinidade, em 1326, sob o pontificado de João XXII, após a divulgação da bula Spondent Pariter, onde os alquimistas eram acusados de enganar o povo utilizando-se de ouro alquímico para fabricar moeda falsa. Apesar de sua postura intransigente em relação a Alquimia, atribuem a esse Papa o tratado alquímico - As Transmutatória e o fato de ter acumulado uma prodigiosa fortuna de procedência alquímica.
Por essa época, a história registra as primeiras peregrinações à Santiago de Compostela. A Galícia era rica em minérios e os alquimistas, burlando as leis e dissimulando suas reais intenções, tomavam o manto e o bordão como se fossem pagadores de promessas, indo a procura de seus verdadeiros interesses - um mineral específico, nas minas da Espanha. Até hoje, a tradição conserva a concha vieira (meirelle) e a estrela, símbolos alquímicos por excelência, como identificação dos peregrinos.
Explicação
Mas, o que seria realmente a Alquimia? Dentro da concepção dos Filósofos antigos - um aumento de vibrações. Tudo que cresce, provém de uma semente. O fruto está contido em sua semente. Ervas, animais, minerais e metais, provém de uma semente e seu crescimento depende do aumento de vibrações, provocado pela energia cósmica, mais intensa em determinadas épocas do ano. Aqui está, talvez, a maior diferença entre a Química e a Alquimia: A crença na energia vital que desce dos céus, exercendo grande influência sobre todas as coisas e, principalmente, sobre os trabalhos executados no laboratório pelo alquimista. Enquanto para a Química, esse fator não influi, a mistura de uma quantidade específica de elementos, em qualquer ocasião apresentará sempre o mesmo resultado, para a Alquimia a atuação dos astros se mostra fundamental e sua conjunção, tem que ser respeitada, para o êxito do Magistério.
Esse conhecimento levou, em tempos imemoriais, os primeiros filósofos a tentar sua definição máxima: Aperfeiçoar um determinado mineral, no qual eles identificaram a semente do ouro. Haviam detectado a maior intensidade das forças cósmicas, em determinados períodos e se dispuseram a usá-la no intuito de aprimorar esse desenvolvimento. Por essa convicção da convergência maior de energia cósmica em direção à Terra, em épocas específicas do ano, explicam-se os Festivais realizados em toda a Antigüidade, entre os mais variados povos. Pagãos ou religiosos, davam-se prática de Festivais: em honra à Natureza, a deuses ou divindades.
É interessante notar que, através dos tempos, mudaram os alvos das adorações e reverências. Não mais se adoram os antigos deuses egipcios, gregos, persas, etc, mas as datas para as práticas dessas festas foram mantidas. É fácil constatar a coincidência dessas comemorações, realizadas principalmente, quando o Sol entrava no signo de Áries. Esse velho costume, pode ser comprovado nas alegorias de antigas gravuras e em variados textos, quando apontam o período propício aos trabalhos alquímicos, exatamente entre os signos de Carneiro e de Touro, época em que as forças cósmicas atingem nosso planeta com sua maior intensidade.
Simbologia
Como toda a linguagem que queriam difundida e ao mesmo tempo, reservada apenas a iniciados, a Alquimia usou e abusou de signos e símbolos. O fundamental foi o triângulo usado de quatro formas para significar os quatro elementos: Fogo, Ar, Água e Terra. Os dois primeiros com os vértices para cima, os dois últimos com os vértices para baixo. Sobrepostos, formam o Símbolo de Salomão, Estrela de Seis Pontas, ou ainda Estrela de David.
 
Mas é evidente que não se limitaram apenas a esses quatro símbolos. É lógico que, sendo uma ciência que atravessa milênios, tenha vindo de forma cumulativa acrescentando figuras às suas alegorias. Cada estudioso, associava os materiais ou fases do seu trabalho, a imagens ou formas que lhe eram familiares, criando verdadeiros códigos de interpretação.
Assim, a Grande Mãe (Hécate, Cibele, Juno, Deméter, Ísis, Ishtar) nos fala da matéria prima, as Virgens Negra e Branca representam a matéria em fases distintas, o Sol e Apolo são o ouro, a Lua e Diana a prata, Vênus o cobre, Marte o ferro, Saturno o chumbo e também a putrefação que leva ao aperfeiçoamento e Vulcano o fogo, o Espírito de Deus representando o influxo cósmico, a agressividade dos Dragões, um alado e outro áptero, a luta entre os princípios fixo e volátil, a Águia as sublimações, o Peixe é o enxofre, a Serpente o mercúrio, a galinha chocando os ovos a temperatura a ser observada, o Corvo a matéria em negro, o Esqueleto a putrefação, a Concha Vieira representa a matéria - continente de uma preciosidade, a Estrela uma formação que surge no crisol em determinada fase da elaboração, a Hidra representando a água mercurial que tem que ser extinta, a Cauda de Pavão ou o Arco-Íris definindo uma infinidade de cores que surgem no crisol, quando a matéria começa a se livrar de sua umidade, a Sereia a união do mercúrio - feminino, com o enxofre - masculino, o Caduceu, atributo do deus Mercúrio ou Hermes, significando o antagonismo e o equilíbrio das energias negativa e positiva, o Yin e o Yang a conjunção harmônica dos opostos, o Leão, símbolo da força, é a própria Pedra, Verde, quando em sua forma germinativa e Vermelho, simbolizado muitas vezes engolindo o Sol é a Pedra Filosofal já pronta, submetendo o próprio ouro que lhe é inferior, o Pelicano também representa a Pedra, nutrindo-se de suas próprias entranhas, a Rosa, é outra das representações da Pedra, e quando apresentada no centro da Cruz é a quintessência oriunda dos quatro elementos, a Fênix, a pedra já rubificada, nascida das próprias cinzas.
Estes são alguns dos inúmeros símbolos usados, sem contar também a plêiade de deuses e heróis das mais antigas tradições, personificando a matéria ou estados dela. Esotérico? Por certo. Assim como são esotéricas também as fórmulas e equações que vemos sendo usadas, hoje, pela química, pela matemática ou pela física. Uma linguagem apenas para iniciados.
Métodos
A crença de que os corpos eram constituídos de uma mesma matéria, só se modificando por algum acidente do terreno em que haviam se desenvolvido, fez com que os filósofos antigos buscassem, um determinado mineral onde essa fonte única, primeira, o mercúrio universal, fosse mais fácil de ser extraído. Essa semente incorruptível, incrivelmente poderosa, devidamente trabalhada no processo denominado a Grande Obra, estaria então capacitada a transformar em sua natureza puríssima, qualquer coisa a qual fosse anexada.
Com esse método, buscaram encontrar a quintessência da matéria e com ela a perfeição. Só que, segundo antigos relatos, terminaram encontrando, não apenas a perfeição dos minérios com os quais trabalhavam em seus cadinhos, mas, a transformação de suas próprias estruturas, material e espiritual, transmutadas pelas emanações que haviam liberado ou pela própria medicina que haviam produzido. Tinham descoberto a Árvore da Vida e um fantástico elixir, capaz de regenerar qualquer matéria.
Essa grande descoberta, traduziu-se na imediata visão de que um segredo tão fantástico seria mais prejudicial do que útil, se fosse divulgado ficando decidido que deveria ser reservado apenas aos que vencessem etapas em exaustivos estudos para conquistá-lo. Assim, método, período e, principalmente a matéria prima, raiz dos metais ou princípio radical da criação, passaram a ser encobertos por uma estranha criptografia. Um grande arcano que todos procuram manter oculto. Isto é visível nos próprios textos dos Adeptos que, embora tenham escrito tratados relatando sua conquista da Pedra Filosofal, fazem questão de encobrir o princípio fundamental e a seqüência, pelos quais chegaram à conclusão de seus trabalhos. Todos são unânimes em afirmar que é matéria vil, extraída das minas e encontrada com facilidade na Natureza, deixam também evidente que é um composto de alguns minerais. Mas é só. De resto, a confusão que promovem é tão grande, que seus trabalhos podem ser associados ao: Antimônio, Ferro, Pirita, Bismuto, Estanho, Estibina, Marcassita, Calcopirita, Chumbo, Azufre e uma quantidade considerável de outros minerais, isso tudo citado com os seus planetas correspondentes, para tornar ainda mais confusa a elucidação dos reais componentes utilizados.
Curiosidades
De todo esse período em que o homem tem buscado riqueza e longevidade, restaram muitas histórias interessantes, algumas das quais merecem ser ressaltadas.
Em razão dos muitos símbolos com os quais sempre foram difundidos e preservados os segredos alquímicos, é interessante constatar que, o fato de haver uma dependência total das forças cósmicas para a execução dos trabalhos, foi expresso nas alegorias sob a forma de pessoas rezando, para receber o auxílio do céu. Desse sentido figurado, terminou se originando a palavra Laboratório, somando Labor = Trabalho, a Oratório = local de orações.
Outra curiosidade é que, em função das condenações proclamadas pela Igreja aos alquimistas, durante a Idade Média, o cheiro de enxofre passou a ser associado ao diabo. Isso se explica porque, já na fase adiantada do magistério, o verdadeiro Adepto conseguia extrair de sua matéria mercúrio e enxofre, mas não esses comuns, comprados em farmácia, outrossim elementos especiais, que eles denominam "o nosso mercúrio" e "o nosso enxofre". 
Desconhecendo a verdadeira fórmula, pretensos alquimistas, ou sopradores, como eram chamados, faziam suas experiências com enxofre comum, sendo denunciados pelos fortes cheiros emanados de suas casas ou laboratórios, permitindo que fossem facilmente detectados e acusados de bruxaria e pacto com o demônio, pondo fim aos seus trabalhos. 
É também digno de registro a criação de Drácula, o vampiro, acusado de obter longevidade às custas do sangue humano. Seu surgimento não passou de uma bem sucedida tentativa para desmoralizar uma ordem mística, surgida na Idade Média - Dracul - Irmandade Sagrada do Dragão, que, conforme a simbologia apresentada, constituia-se em uma referência clara à reunião de pessoas interessadas em estudos alquímicos. 
Ainda como curiosidade, convém esclarecer que os antigos costumavam se referir a existência de quatro elementos, mas essa referência era apenas uma citação alquímica e estava ligada aos estados da matéria: Água, que para eles equivalia dizer "o princípio de liquidez"; Terra, a parte sólida que restava no matraz, após a evaporação; o Ar, a água evaporada, e o Fogo, a combustão que se operava no processo, provocada pelo calor externo. O magistério seria a passagem da matéria, através de um circuito de sublimações e coagulações por esses quatros estágios, fato que é representado pela Roda da Vida ou o Uroborus, a serpente que engole a própria cauda. 
Importante também, é enumerar as muitas descobertas feitas por alquimistas em seus laboratórios, nas suas tentativas para atingir a Pedra Filosofal: Água-régia, arsênico, nitrato de prata, acetato de chumbo, cinabre, alvaiade, bicarbonato de potássio, ácidos sulfúrico, clorídrico, canfórico, benzóico e nítrico, sulfato de sódio e de amônia, fósforo, entre muitas outras coisas que possibilitaram a evolução da humanidade. 
Resta ainda o registro de algumas das principais personalidades que se debruçaram sobre o assunto e que nos mostram hoje, o quão ridículo é relegarmos seu estudo ao estágio de desprestígio a que foi reduzido: Platão (filósofo), Geber (cientista árabe), Avicena (Filósofo, médico, matemático e físico árabe), Alberto Magno (teólogo), Tomás de Aquino (teólogo), Arnaud de Villeneuve (teólogo e médico espanhol), Raymundo de Lúlio (médico espanhol), Paracelso (médico), Roger Bacon (filósofo e cientista), Isaac Newton (Físico, matemático e astrônomo), por último Carl Gustav Jung (Psiquiatra e Psicoterapeuta), a quem os estudiosos de hoje devem a tradução dos principais textos antigos.

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