sexta-feira, 23 de novembro de 2012

3. Binah (Compreensão)


3. Binah (Compreensão)
Situa-se em oposição a Chokmah, sendo a esfera da constrição, da forma, no topo da coluna feminina, ou Pilar da Severidade. É o receptivo do fluxo intenso do princípio masculino, sendo a "Grande Mãe" por excelência. Inicia e encerra aqui o mundo cabalístico de Briah, a Água, e é representada pelo naipe de copas no Tarô. É o útero arquetípico do Universo, o primeiro He de Yhvh.
Esta é a esfera de Saturno e é a última antes do abismo de Daath. A deusa Kali, a decapitadora de homens, é relativa a esta Sephirot. Aqui é a realidade onde se atinge a primeira consciência absoluta do Universo e é relacionada com Ajna Chakra, o "terceiro olho". Crowley identificou nela a Grande Deusa Nossa Senhora Babalon, a Prostituta da Babilônia, noiva do Chaos (Chokmah) e mãe das abominações (o abismo e o universo manifesto).
É bom ressaltar aqui que essa dualidade de esferas, que se dividem em pilares feminino e masculino, não deve ser encarada com raciocínios maniqueístas de bem e mal. Todos os opostos na Qabalah são necessários como extremos de um equilíbrio sempre transcendido em uma esfera que resume ambos. Não é possível haver construção sem destruição, nem vida sem morte, nem tudo sem nada. Todas as manifestações, das mais refinadas e contidas às mais grosseiras e abomináveis são, sem escala de valores, manifestações do Divino que se relacionam com o Altíssimo. Nada é verdadeiro, tudo é permitido. Passemos agora para Daath, o Abismo.

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